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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
APARÊNCIAS (13)

 

 Não choro,pronto,não choro,

Quem me dera poder

Mas não consigo.

Eu sou assim ,deste jeito

E a dor que trago no peito

Arde  como sal em ferida

Mas chorar eu não consigo

O que é que hei-de fazer?

 

-Pareces não ter sentimentos...

 

Só porque não choro?

Não sejas tolo!

Aquilo que sinto por dentro

Causa-me um tal sofrimento

Que mil lágrimas choradas

Em nada são comparadas

à dor que trago comigo

Mas chorar...eu não consigo!

 

-Se não chorares por ela

Não vais chorar por ninguém.

Bolas! Era a tua mãe!

 

Não. É a minha mãe!

Que me pariu.

...que partiu...

...que adormeceu...

...que foi para o céu...

...que morreu...

Porque achas que sofro assim?

Ela É a MADRE de mim!

 

-Choras por tudo  por nada...

 

Deixa-me eu paz, eu te imploro.

Respeita o meu sofrimento

Pois é: Chorar eu não choro

Eu sou assim deste jeito

E a dor que trago no peito

Quase me está a matar...

Morro de dor, de tormento

Mas não consigo chorar.

 

 

PS. -Três meses depois, durante a noite, acordei a soluçar. E foi então que iniciei o luto pela minha mãe.

"ALGUÉM"  que sabe, disse que até lá estive em negação. Por isso aconselhou-me  escrever sobre o assunto e este foi um "diálogo de surdos" que tive  (mesmo) com alguém que achava que só quem chora é que tem sentimentos e que eu devia mostrar  "sentimento".

Respeito muito quem consegue chorar de desgosto mas eu "que choro por tudo e por nada" não  consegui chorar quando os meus pais morreram. Ainda menos conseguiria fingir só pelas aparências.

 

 

 Para os meus pais.

 

 

sinto-me: A limpar mágoas
publicado por rodrigando às 08:30
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24 comentários:
De Selene a 18 de Novembro de 2009 às 10:33
Deve ser um dor insuportável muito maior que a dor física.
Quando soube que o meu avô morreu também entrei em negação, só quando entrei na capela com um ramo de flores brancas e o vi no caixão é que tomei consciência da realidade, aí não consegui conter. Chorei e chorei...
Chorar faz bem, alivia a alma e o tempo amansa a dor, escrever também é óptimo. Quando estou mais triste é quando escrevo os mais belos textos.
Esse seu poema está lindo apesar da dor que transpira.
Vai correr tudo bem, tenha muita fé. Um beijinho enorme.
De rodrigando a 18 de Novembro de 2009 às 13:10
Minha querida
Já lá vão 16 anos que a minha mãe morreu e 15 o meu pai.
Quando o meu pai morreu, apesar de eu ter 48 anos, tive consciência de que tinha ficado orfã e não imaginas a dor que senti.
Eu tinha uma relação muito especial com o meu pai, gostavamos muito um do outro, tinhamos feitios muito parecidos e era única de 5 filhos que tratava o pai por tu. Também era a única que desde criança lhe fazia frente em situações mais desagradáveis e, quando já não reconhecia nenhum dos filhos,nem a mim, ainda se lembrava da "minha Adélia" e perguntava porque é que eu não o ia ver ao hospital,apesar de na altura eu estar ali,de mão dada com ele.
Estava num sofrimento tão grande que eu pedi a Deus que o deixasse descansar e, nesse mesmo dia, Deus permitiu-o.
O tempo atenua a dor mas não há nada que a apague.
De Selene a 18 de Novembro de 2009 às 20:01
Pois não apaga...E custa tanto perder as pessoas que gostamos, especialmente as que convivemos mais e acima de tudo os nossos pais...
E a vida não é? Gostava que não tivesse de ser assim...Não lido muito bem com a morte...
Bjns doces.
De a 18 de Novembro de 2009 às 10:56
Antes dificilmente chorava. Agora estou muito mais emotiva, de lágrima fácil.
Há situações, especialmente de perda, em que chorar alivia. Sinti-o quando o meu afilhado partiu. Era um desfecho esperado(?), mas ninguém está preparado para deixar ir embora quem ama, muito menos quando se tem apenas 24 anos. Nesse dia chorei como nunca chorei na vida e sei que esse choro, esse lavar de alma, ajudou a que gradualmente se torne menos dolorosa a sua ausencia.
Beijinhos
De rodrigando a 18 de Novembro de 2009 às 13:20
Querida Amiga
Ninguém devia passar por uma dor dessas. Não é natural, não é humano e nunca ninguém está preparado. Há sempre uma réstea de esperança,não é?
Eu, numa altura em que o meu filho do meio esteve em Inglaterra e durante muitos meses (18) não soube dele e o procurei por todas as formas e sitios,cheguei a pedir à Policia que, se sabiam que ele estava morto, me disssessem porque o desespero dizia-me que é maior a dor de não se saber nada,se está vivo e como,se está morto e onde do que sabê -lo morto.
Pelo menos sabia que ele estava ali,não andava por lá em sofrimento.
Felizmente tudo passou e hoje tenho-o aqui ao pé de mim.
Não sei e peço a Deus que nunca saiba como reagiria numa situação dessas.
Um grande beijo minha Amiga
De luadoceu a 18 de Novembro de 2009 às 11:22
Não comento, porque não sei qual é a dor, apesar de calcular que seja muito má
Venho dar um beijinho muito grande e um abraço cheio de amizade.
Gostei do espaço novo.....não quiz comentar no espaço da dedicação a tua amiga
Na medida do possivel uma boa semana
De rodrigando a 18 de Novembro de 2009 às 13:24
Minha Amiga
Este espaço do meu blog é de TODAS as minhas amigas, por isso podes comentar tudo, sempre que o entenderes.
A minha Amiga Sindarin fez um trabalho magnifico que,até a mim,sempre que abro o espaço, me transmite uma sensação de paz e tranquilidade.
Um abraço também para ti.
De luadoceu a 19 de Novembro de 2009 às 15:05
Peço desculpas mas eu sou assim
Foi um post dedicado a alguem..que nao a mim...logo nao me sinto a vontade para faze lo....
Apesar de saber que quem participou e tu tb teem um blog em comum por isso compreendo, eu estaria ali a mais, aqui acho que nao
Estas melhor?E visitas a minha pessoa?Ja nao era o que era pois nao?Nao faz mal...virei na mesma aqui, se me quizeres ainda
Beijinhos
De rodrigando a 21 de Novembro de 2009 às 00:25
Minha querida Lua
O blog é meu ,só meu simplesmente houve uma Amiga que me deu uma prenda e o pôs com esta "cara"linda e serena que tem agora.
Por isso continuas à vontade para dizer o que entenderes.
Quanto às visitas ao teu blog continuam a ser feitas diáriamente simplesmente esta semana tem sido complicada com idas ao hospital e ao psicologo.Fazer análises etc e tenho tido que me deitar cedo .Se reparares desde que comecei os tratamentos já não consigo fazer as noitadas como fazia e assim tenho menos tempo para conversar com as amigas. Não és só tu a queixares-te mas.acredita posso ter comentado menos mas continuas a ser para mim a mesma amiga querida e continuo a visitar-te.
Apenas tenho tido mais cuidado para responder ao comentários que fazem no meu blog e tenho descurado um pouco os das amigas no sentido de as comentar.
Assim que a minha saúde estabilizar tudo voltará a ser como antes. Até lé um beijinho grande para a tua menina e para ti também
De Gusty a 18 de Novembro de 2009 às 14:11
GRAÇAS A DEUS EU AINDA TENHO OS MEUS.
SUPONHO QUE PERDER OS PAIS A DOR SERÁ IDENTICA À DE PERDER UM FILHO.
NÃO VIVI NENHUM DOS DOIS, MAS QD PENSO NO ASSUNTO ATÉ FICO DOENTE.
EU TB NÃO VIVO DE APARENCIAS E O GRAVE PROBLEMA É POR VEZES O FACTO DE NÃO SER FINGIDA ME TRAS DISSABORES .
TODOS TEMOS A NOSSA FORME DE VIVENCIAR CERTOS PROBLEMAS E A ADELIA ENCONTROU O SEU E FE-LO MT BEM.
BJS
GUSTY
De rodrigando a 19 de Novembro de 2009 às 01:05
Querida Gusty
Obrigada pelas notícias da ónix.
Penso que perder os pais,por muito doloroso que seja e podes crer que é, não se compara à dor de perder um filho.
Perder os pais é a lei natural da vida. Perder um filho é contra-natura e ninguém deveria passar por isso.
Na minha rua há muitas mães que perderam filhos, por acidentes, por doenças, uns mais jovens outros nem tanto mas vi algumas quase endoidecerem com o desgosto. Ainda nem todas se recompuseram e uma morreu passado pouco tempo. Perdeu o gosto e a vontade de viver.
Nem todas vi chorar, vi-as mesmo fazer coisas completamente malucas. Uma passou toda a noite a varrer o pátio e a ir apalpar o corpo da filha porque achava que ela ainda estava viva porque "estava quente" como ela dizia.
Nunca vi ninguém reagir assim à morte dos pais.
Agora, quando o meu irmão foi operado, todos os irmãos tremeram com medo de ficarmos sem ele e até este sentimento é diferente.
Quem já perdeu pais e filhos já sabe se há diferença mas eu estou convencida que há.
E penso que nada poderá assemelhar-se à dor de perder um filho.
Um grande beijinho.
De cuidandodemim a 18 de Novembro de 2009 às 18:17
Cada um tem o seu modo de lidar com a dor e ninguém deve apontar o dedo ou julgar. Muitas vezes o choque, a negação, o medo, a dor imensa impedem-nos de nos conseguir expressar, o que não quer dizer de modo nenhum que não estejamos a sofrer...
Bjns
De rodrigando a 19 de Novembro de 2009 às 00:52
Mas sabes que antigamente havia uma cultura que obrigava as pessoas a chorar e a carpir para não serem censuradas.
Acho que mesmo naquela altura o que menos me preocupava era que me censurassem.
Mas há pessoas que ainda se deixam guiar pelas aparências.
Um grande beijinho
De Luar a 18 de Novembro de 2009 às 19:48
Olá,
O poema está muito bonito...
às vezes parece que as pessoas só ligam às aparencias...quando a minha avó morreu também só consegui chorar muito tempo depois e quando o meu ex terminou comigo, fiquei uma semana sem derramar nenhuma lágrima...depois quase não conseguia parar...

Acho que quando a dor é mesmo forte as lágrimas secam...eu choro por tudo e por nada, choro a ver um filme, choro a ver hostorias tristes ou alegres na televisão, mas quando me dói muito...seco!!!

Mas cada um sente ha sua maneira...cada um é que sabe da sua própria dor!
Um beijo grande
De rodrigando a 19 de Novembro de 2009 às 00:49
Claro! A dor não é mensurável pela quantidade de lágrimas ou não.
Nem ninguém tem o direito de censurar quem quer que seja pela forma como reage à dor. Mas eu tinha ao meu lado alguém que achava que por eu não chorar,não tinha sentimentos.
Aconteceu no entanto que quando recebi a noticia da morte da minha mãe sentei-me e imediatamente me levantei e tratei de avisar o resto da família.Eu sabia que se me deixasse ficar sentada não teria coragem para fazer o que era preciso. Esta foi a forma que arranjei na altura para não me deixar abater depois ,quando precisava de desabafar, já não era capaz.
E deus sabe quanto sofri até fisicamente.
Um grande beijinho amiga
De Li@ a 18 de Novembro de 2009 às 20:00
Amiga, nem sempre as lágrimas correm, mas o sentimento de tristezae perda não é menos sentido, pelo contrário, as lágrimas por vezessão sinónimo de desabafo, de alivio... Quando não surgem a dor, o sofrimento é maior.

Beijinhos
De rodrigando a 19 de Novembro de 2009 às 00:41
Penso exactamente como tu.
A dor não se pode medir pelo chorar ou não.Quem chora desabafa, alivia mais depressa. Quem não chora logo mais tarde ou mais cedo acaba por fazê-lo mas até isso acontecer...
Um beijinho Amiga
De Rosinda a 18 de Novembro de 2009 às 21:56
QUERO CHORAR...NÃO TENHO LÁGRIMAS,
QUE ME ROLEM NAS FACES, PARA ME SOCORRER...
SE EU CHORASSE...! TALVEZ DESABAFASSE..
O QUE SINTO NO PEITO E NÃO POSSO DIZER...
BEIJINHOS AMIGA
De rodrigando a 19 de Novembro de 2009 às 00:38
Minha querida
Que bom ver-te de novo por aqui mas sei que as coisas não correram tão bem como queriamos.
Tem coragem, não desanimes!
Nós continuamos a orar por ti.
Assim que puderes dá noticias.
Quanto ao chorar, alivia mas não remedeia. O que remedeia é ir à luta com a confiança de que vamos vencer.
O tempo ajuda mas nós temos que fazer a nossa parte.
Um grande,grande beijinho.
De sonhardenovo a 18 de Novembro de 2009 às 22:27
Olá minha querida Amiga!
Antes demais 1001 desculpas pelas minhas ausências... desculpa-me não estar presente mais vezes neste teu cantinho... Gosto do novo visual do blog... transmite tranquilidade... gosto muito!
Sei o que isso de querer chorar mas as lágrimas simplesmente ficam presas... a dor parece ser maior, e causar-nos um sufoco enorme...
Beijinhos grandes espero que estejas bem um abraço apertadinho!!
De rodrigando a 19 de Novembro de 2009 às 00:33
Querida Sandra
Já sabiamos que a Faculdade te iria ocupar muito tempo e ainda bem.
Não tens que pedir desculpa seja pelo que for. Vens quando puderes, comentas quando quiseres o que importa é que estejas bem.
Mas se estás muito tempo se dizer nem que seja um olá,fico preocupada.
Felizmente tudo está bem contigo e comigo tudo está a caminhar .
Um grande abraço
De tresgues a 19 de Novembro de 2009 às 09:25
Também eu, com as grandes perdas, não choro. A raiva é tão grande dentro de mim, que acho que o momento não merece, sequer, as minhas lágrimas! É assim como que elas só sejam dignas de aparecer quando rimos, por ex. às gargalhadas.
Aí, sim, elas valem a pena.
Mas, não é por isso, que não deixo de fazer o luto... ou que tenha imperiosamente que desabafar com alguém para o fazer. Não. Depois, basta-me recordar e falar de todos os momentos bons que vivi com essa pessoa. E um sorriso aparece-me de novo, nos lábios!
Abraço!
De rodrigando a 21 de Novembro de 2009 às 00:37
Mas se aparecesse alguém que fosse importante na sua vida e usasse todos aqueles argumentos para a forçar a chorar, causando-lhe ainda maior revolta?
Foi o meu médico assistente que,perante a queixa daquela dor fisica que se assemelhava à dor que nos causa tocar no sal quando temos um golpe na mão, que me disse que eu estava em negação, que não aceitava a morte da minha mãe e que,se não conseguia chorar e desabafar, que experimentasse escrever o que sentia.
Nessa altura lembrei-me desta conversa que tinha tido com o meu ex e saiu este poema.
Mas nem mesmo o escrevê-lo resolveu.
A tal dor só desapareceu depois daquela noite em que acordei a chorar.
De tresgues a 21 de Novembro de 2009 às 10:57
É! As pessoas são todas diferentes e, naturalmente, reagem de maneiras diferentes. Ninguém deveria criticar ninguém. Nestes casos não há normas, padrões, regras... E, a menos que a situação se torne insuportável para o próprio, aconselhando-lhe, então, uma ajuda profissional - respeite-se, acima de tudo, as diferenças. Em todas as situações. Nesta também.
Óptimo fim-de-semana.

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